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9 de maio de 2018
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Indústria asfáltica alavanca 15% na produtividade com uso de GLP

Tornar o processo de produção de asfalto mais eficiente e sustentável. Esse foi o objetivo da Vile Romi Engenharia, empresa que atua há mais de 25 anos no mercado fluminense de pavimentação e infraestrutura, quando decidiu substituir o antigo sistema de combustão a óleo BPF  (óleo combustível derivado do petróleo com baixo ponto de fluidez) por um aperfeiçoado sistema movido a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

De acordo com José de Castro Ferreira Filho, engenheiro civil e gerente da Vile Romi Engenharia, um estudo realizado antes da instalação do novo sistema constatou inúmeras vantagens do uso do GLP como combustível no lugar do óleo BPF. “Detectamos uma alavancagem de 15% na produtividade, redução de gastos com manutenção de equipamentos e menor agressão ao meio ambiente”, revela.

A partir daí, profissionais da Vile Romi Engenharia e da Copagaz trabalharam em conjunto no projeto de implantação do sistema a gás LP nas duas unidades da companhia: uma na Região dos Lagos e um complexo localizado em Duque de Caxias.

O engenheiro explica que a unidade da região dos Lagos utilizava o óleo BPF nos processos de aquecimento da usina e foi convertido para o novo sistema com GLP, confirmando as vantagens detectadas no estudo preliminar. Já o complexo de Duque de Caxias, por ser uma planta nova, teve o GLP implantado desde o princípio, justamente pela boa performance observada na outra unidade.

Economia com o GLP

Além da vantagem direta na produtividade e até mesmo na qualidade da massa asfáltica, o uso do GLP no lugar do óleo BPF nas usinas de produção de asfalto para aquecimento de caldeiras e fornos traz outros dois benefícios econômicos significativos:

1. Redução do consumo de energia elétrica:

O BPF, um óleo espesso, precisa ficar fluido para atingir um alto grau de combustão, ou seja, ser queimado com eficiência. Para isso, é necessário deixá-lo armazenado em tanques aquecidos com energia elétrica a 60ºC, e, posteriormente, aquecê-lo novamente até 150ºC. O GLP dispensa qualquer processo de aquecimento, baixando o consumo de energia pela usina.

2. Queda dos custos com manutenção de equipamentos e acessórios:

Como o óleo BPF é muito poluente, há necessidade de instalar um sistema de filtragem pós-queima para remoção de material particulado. Os filtros de manga desse sistema precisam ser trocados com frequência, geralmente a cada três ou quatro meses. Por outro lado, a queima do GLP resulta em menor índice de poluentes, o que propicia melhor conservação do maquinário e dos filtros, que passam a ser trocados uma vez ao ano.

Isso constata a vantagem competitiva do GLP frente ao óleo BPF na indústria asfáltica. A Copagaz, especialista em GLP, está atenta aos movimentos do setor e tem ajudado as empresas na implementação do novo sistema combustível. E o melhor de tudo: a troca da forma de abastecimento pode ser efetuada em apenas dois dias. Ou seja, a produção não precisa ficar parada por muito tempo.